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Inadimplência das empresas sobe 16,5% no 1º semestre, diz Serasa

Essa é a maior alta para os seis primeiros meses do ano desde 2009.
Dívidas não pagas junto aos bancos foram as que mais aumentaram.

A inadimplência das empresas registrou queda de 5,7% em junho, na comparação com o mês anterior, segundo mostra o Indicador Serasa Experian de Inadimplência das Empresas divulgado nesta segunda-feira (30). Já nos primeiros seis meses do ano, em relação ao primeiro semestre de 2011, essa taxa cresceu 16,5% - a maior alta para os seis primeiros meses do ano desde 2009, quando foi verificada alta de 35,8%. Já na comparação anual, o mês de junho apresentou alta de 11,4%.

As dívidas não pagas junto aos bancos foram as que mais aumentaram no primeiro semestre, com alta de 23,9% sobre o mesmo período de 2011. Já os protestos cresceram 19% e as dívidas não bancárias, 18,9%. O volume de cheques devolvidos por falta de fundos avançou 3,7% no período.

Na avaliação dos economistas da Serasa, a queda na comparação mensal ocorreu devido aorecuo na inadimplência do consumidor. "Como grande parte das empresas brasileiras, considerando as de pequeno e médio portes, está no varejo e no setor de serviços, elas transacionam diretamente com o consumidor e refletem rapidamente esse movimento", disse a Serasa, em nota.

Os economistas da Serasa Experian também argumenta que as empresas vêm registrando várias dificuldades, tais como baixa geração de receitas e crescimento das obrigações financeiras. "Esse extenso conjunto de fatores desfavoráveis para as empresas deve ser gradualmente dissipado, ante a expectativa de recuperação da atividade interna, a partir do último trimestre do ano."

Valor médio das dívidas
No primeiro semestre, o valor médio das dívidas não bancárias (fornecedores, cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica e água) foi de R$ 775,08, uma alta de 4,3% ante igual período de 2011.

As dívidas com bancos, por sua vez, tiveram de janeiro a junho de 2012 um valor médio de R$ 5.293,25,13, resultando em 5,5% de alta na relação com os seis primeiros meses de 2011.

Já o valor médio dos títulos protestados verificado ficou em R$ 1.932,23, alta de 10,9% sobre igual período acumulado do ano anterior. Os cheques sem fundos tiveram, nos seis primeiros meses de 2012, um valor médio de R$ 2.203,03, representando um aumento de 6,7% quando comparado com o acumulado de janeiro a junho de 2011.

Fonte: G1