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Lei Geral da Copa deve ser votada no plenário da Câmara nesta quarta

Na noite de terça, líderes anunciaram acordo entre base e oposição para votar.
Código Florestal, motivo do adiamento da Lei da Copa, será votado em abril.

Motivo de impasse entre deputados da base aliada na semana passada, a votação da Lei Geral da Copa no plenário da Câmara deve ocorrer nesta quarta-feira (28), segundo acordo entre a bancada ruralista e deputados da base aliada e da oposição anunciado na noite de terça (27).

Antes da abertura da votação, os líderes partidários se reunirão para referendar o acordo e definir as votações. Nesta tarde, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, está na Câmara, onde se reúne com deputados da Comissão de Turismo e Desporto e fala sobre os preparativos para a realização da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016.

Na quarta passada (21), o governo sofreu uma derrota ao tentar votar, sob protestos dos ruralistas, a Lei Geral. A oposição e partidos da base aliada se recusaram a apreciar a matéria até que fosse marcada uma data para a votação da nova legislação ambiental.

O governo não queria votar o Código Florestal agora porque discorda do texto do relator do projeto, deputado Paulo Piau (PMDB-MG), que fez concessões aos ruralistas. Nesta terça, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, apelou ao deputado: "Deputado Piau, não podemos ter retrocessos na legislação ambiental".

Piau retirou do texto aprovado pelo Senado no ano passado artigo que prevê os percentuais de reflorestamento a serem exigidos dos agricultores que desmatarem áreas de preservação permanente (APPs). O relatório manterá a exigência aos produtores de recompor parte da área desmatada, mas deixará a cargo da União e dos Estados estabelecer os percentuais.

Depois do impasse e da derrota do governo, a previsão era votar as regras para o Mundial somente depois da Páscoa. No entanto, em reunião na noite desta terça com a bancada ruralista, Maia se comprometeu a marcar uma data em abril para votar o Código Florestal, o que satisfez partidos da base que se recusavam a apreciar a Lei da Copa.

Fonte: G1