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Nível de atividade da economia inicia quarto trime

O nível de atividade econômica iniciou o quarto trimestre deste ano em alta, segundo números divulgados nesta quarta-feira (15) pelo Banco Central. No mês retrasado, o Índice de Atividade Econômica do BC, o IBC-Br, somou 140,3 pontos em outubro, primeiro mês do quarto trimestre, e avançou 0,5% sobre o mês anterior (139,59 pontos - dado revisado).

Este é o maior crescimento desde abril deste ano e o quinto mês seguido de expansão, de acordo com dados da autoridade monetária.

Os números do IBC-Br mostram, porém, desaceleração do ritmo de crescimento ao longo de 2010. No acumulado de janeiro a outubro deste ano, dados do BC revelam que o crescimento da economia brasileira ficou em 8,48% contra igual período do ano passado.

IBC-Br
O IBC-Br é um indicador criado para tentar antecipar o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) e ajudar a autoridade monetária na definição da taxa básica de juros (Selic). O Banco Central explicou que o IBC-Br "constitui uma medida antecedente da evolução da atividade econômica".

Antes divulgado por estados, e por regiões, desde o início deste ano o indicador passou a ser calculado com abrangência nacional.

O índice do BC incorpora estimativas para a agropecuária, da indústria e do setor de serviços, além dos impostos.

"A estimativa do IBC-Br incorpora a produção estimada para os três setores da economia acrescida dos impostos sobre produtos, que são estimados a partir da evolução da oferta total (produção+importações)", explicou o Banco Central, por meio do relatório de inflação de março.

Definição dos juros
O IBC-Br é uma das ferramentas utilizadas pelo Banco Central para definir a taxa básica de juros da economia brasileira. Atualmente, os juros básicos estão em 10,75% ao ano. A taxa foi mantida estável pela terceira reunião consecutiva do Copom no início de dezembro.

A próxima reunião do Copom está marcada para janeiro e já será comandada por Alexandre Tombini, indicado pela presidente eleita Dilma Rousseff para chefiar o Banco Central.

Para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA), a previsão do mercado atualmente está em 5,85%. Para 2011, a estimativa está em 5,21%. Deste modo, as previsões dos analistas ainda estão acima da meta central de inflação de 4,5% para 2010 e 2011, mas dentro do intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo (entre 2,5% e 6,5%). Para o PIB, a estimativa dos analistas das instituições financeiras é de um crescimento de 7,61% para 2010.